Memória: Itapecerica e sua tradição na Procissão do Enterro

18/04/2017

 

Antônio Carlos Faria Paz*

 

Após um dia marcado por muitas e ricas celebrações, tais como o “Sermão das Sete Palavras” oficiado pelo Exmo. Revmo. Sr. Dom Sebastião Roque Rabelo Mendes, solenizado pela bicentenária Corporação Musical Nossa Senhora das Dores, com músicas próprias para o ato, bem como a Solene Ação Litúrgica da Morte de Cristo e Veneração da Cruz, teve lugar após o Sermão do Descimento ou “Descendimento” da Cruz, à soleníssima e vetusta Procissão do Enterro, tradição bissecular de nossa Urbe, solenizada pela já citada Corporação Musical Nossa Senhora das Dores, que executou as tradicionais Marchas Fúnebres, tão ao gosto do itapecericano e seguindo uma ordem tradicional.

 

Iniciou-se, como ocorre há mais de 100 anos com a Marcha Fúnebre “Morte do Justo”, de autoria do itapecericano Frederico Anselmo dos Santos Ribeiro, seguida das seguintes e dolentes marchas fúnebres com seu respectivo autor: Saudades do Padre Xota – Professor Cesário Mendes, Saudades do Dinho Totonho – Professor Cesário Mendes, Saudades de Eurico Capemba – Professor Cesário Mendes, Lágrimas a uma Mãe – Francisco Barbosa Malachias, A Dor de Uma Ausência – Dr. Antônio Mendes de Cerqueira Filho, Soluços da Zaia – Professor Cesário Mendes, Lembrando um grande companheiro - Dr. Antônio Mendes de Cerqueira Filho (Homenagem ao Maestro Alcuino de Oliveira), Silvana, doce lembrança - Dr. Antônio Mendes de Cerqueira Filho, Marcha Fúnebre Zé Nunes – Professor Cesário Mendes (A banda sempre encerra esta Procissão com esta Marcha, com o solo de requinta do Maestro Antônio Duarte Mendes).

 

A lua cheia crepitando no céu estrelado, o Canto triste da Verônica a nos lembrar a Morte de Jesus, a bela Imagem do Senhor Morto venerada por uma multidão o dia todo, o toque da matraca, o silêncio profundo, o clima de recolhimento, são o prenúncio das alegrias da Ressurreição e marcas profundas da Semana Santa de nossa antiga Tamanduá!

 

Opinião por:

Antônio Carlos Faria Paz é itapecericano e historiador.

 

(Foto que ilustra a matéria: Danilo Moreira / Folha de Itapecerica)


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