Itapecerica discute segurança pública e combate às drogas

"A Polícia Militar não consegue mais fazer segurança pública sozinha”, afirmou o tenente Castro

17/03/2017

 

Danilo Moreira

 

Na noite da última quinta-feira, 16 de março, uma audiência pública em Itapecerica tratou sobre a segurança pública e o combate às drogas no município. O encontro, realizado no plenário da Câmara Municipal, reuniu um bom número de cidadãos e teve duração de quase três horas.

 

A iniciativa foi promovida pela Coordenadoria de Assuntos Institucionais e Parlamentares da Prefeitura. O prefeito Wirley Reis, o Têko (PHS), reforçou a importância do “espiríto de união pelo bem comum”. De acordo com ele, “a segurança pública precisa ser debatida” e “buscar soluções é o mais importante”.

 

Esta audiência pública deve ser o primeiro passo para a criação de dois novos conselhos municipais: o Conselho Municipal de Segurança Pública (Comsep) e o Conselho Municipal Anti-drogas (Comad). Ao término do encontro, uma ficha de inscrição foi disponibilizada aos presentes que interessaram-se em fazer parte de algum dos projetos.

 

Especialistas acreditam que integração é a solução

Além do prefeito, a parte inicial da audiência teve falas do ex-secretário adjunto de políticas públicas anti-drogas de Divinópolis, Luís Militão, e também do tenente do 63º Batalhão da Polícia Militar, Ênio Castro. Ambos destacaram o caráter fundamental de um esforço em conjunto para o combate eficiente ao consumo e tráfico de drogas.

 

“A população está apavorada e sozinhos não conseguimos nada”, observou Militão, que nas últimas eleições foi candidato ao cargo de prefeito de Divinópolis pelo PSDB. Luís Militão explicou também os “três eixos” que envolvem as políticas públicas anti-drogas: prevenção, tratamento e coibição.

 

O tenente Castro aproveitou o espaço para passar algumas informações sobre o trabalho da Polícia Militar no município. Segundo ele, atualmente a PM conta com um efetivo de 18 militares e quatro viaturas. “A PM não consegue mais fazer segurança pública sozinha”, constatou o tenente, reforçando a relevância da integração do órgão com a sociedade como um todo.

 

“Estamos totalmente desprotegidos”, afirma vice-prefeito

Após as falas iniciais, alguns cidadãos tomaram a palavra para explicitar problemas, expor opiniões e apresentar sugestões para a atual situação envolvendo a segurança em Itapecerica. O vice-prefeito, Gilberto de Marilândia (PTB), por exemplo, desabafou: “estamos totalmente desprotegidos. Estamos a ver navios no sentido de segurança”.

 

O presidente do Conselho Comunitário de Segurança Pública (Consepi), Marcos Mesquita, observou que “em vez de dividir, é hora de somar” – justificando que o conselho a ser criado deveria ser voltado à defesa social, uma vez que o Consepi já trata da temática da segurança pública. Marcos está em seu terceiro mandato na presidência do Conselho.

 

Também falaram aos presentes o deputado estadual Fabiano Tolentino (PPS); a secretária municipal de Assistência Social, Clarissa Silveira; o chefe de gabinete, Zezinho Carneiro; o vereador Dalmo Faria Barros (PPS); e a coordenadora de Assuntos Institucionais e Parlamentares, Elisabeth Tavares.

 

Além de todos os já citados neste texto, participaram da audiência o prefeito de Camacho, Bruno Furtado (DEM); o presidente da Câmara, vereador Zezé Mariano (PSB); os vereadores Antônio Balbino (PRB), Gleytinho do Valério (PV) e Vitor Santos (PEN); e, por fim, alguns funcionários do Executivo municipal.

 

(Fotos: Danilo Moreira / Folha de Itapecerica)

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